24 de setembro de 2014

"O silêncio e a névoa aproximam mais as nossas almas"


Arquivo fotográfico CML

















POEMA DA "PENINHA"


Eu amo a névoa.
Eu amo esta estranha linguagem segredada...
Nasceram e desfizeram-se as distâncias...
Perderam-se contornos e arestas...
Transfigurou-se tudo,
Abstractamente...
E a minha alma descansa
Entre uma saudade calma
E um presente feliz...


Lá em baixo há manchas douradas,
Nuvens em fogo,
Ondas em fogo... cintilações... prata derretida...
(É mar ou céu?...)


- Deixa crescer este silêncio...
O silêncio e a névoa aproximam mais as nossas almas...
Deixa-te embalar em sonhos imprecisos...
 
 
                                              Cristovam Pavia